30 de novembro de 2012

HPV E O CÂNCER…..

 

ÚTIMA PARTE.

As  mulheres vacinadas podem dispensar a realização do exame preventivo?

Não. É imprescindível manter a realização do exame preventivo, pois as vacinas protegem apenas contra dois tipos oncogênicos de HPV, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Ou seja, 30% dos casos de câncer causados pelos outros tipos oncogênicos de HPV vão continuar ocorrendo se não for realizada a prevenção secundária.

A vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)?

Não.

O Ministério da Saúde avalia desde 2006 a incorporação da vacina contra o HPV pelo SUS.

Três pareceres contraindicaram, em 2007, 2010 e 2011, a utilização da vacina contra o HPV como política de saúde, considerando prudente, para subsidiar a tomada de decisão do Ministério da Saúde sobre o tema, esperar o resultado de estudo sobre custo-efetividade da vacinação no cenário brasileiro, a avaliação do impacto na sustentabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e as negociações para transferência de tecnologia para produção da vacina no país.

Em dezembro de 2011 foi apresentado o resultado do estudo de custo-efetividade da incorporação da vacina contra HPV no PNI, que concluiu que a vacinação é custo-efetiva no país.

Em julho de 2012 ocorreu a primeira reunião técnica do grupo de trabalho para elaboração das diretrizes para introdução da vacina contra o HPV no calendário nacional.

Onde é possível ser vacinado contra o HPV?

Atualmente as vacinas profiláticas contra o HPV estão disponíveis em clínicas de vacinação particulares. Consultórios geralmente não são fiscalizados pela ANVISA e as vacinas podem ser mal conservadas, comprometendo sua eficácia.

A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?

Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob quais condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas são as meninas que ainda não fizeram sexo; que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolau e de diagnóstico de DST; e que, mesmo que a aplicação da vacina ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.

Se após a leitura desse texto ainda existirem dúvidas, por favor, entre em contato com um profissional de saúde para mais esclarecimentos,

FONTE: INCA

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